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Fernandes Braga

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Copiloto do avião que caiu em Recife teve duas chances de não embarcar

RECIFE - Na tragédia do voo 4896 da Noar Linhas Aéreas, que caiu quarta-feira em Recife matando 16 pessoas, o copiloto Roberto Gonçalves, de 55 anos, teve duas chances de escapar do destino fatal. Além de estar de folga e de ter aceitado o pedido de um colega para substituí-lo, ele chegou atrasado ao aeroporto dos Guararapes e por pouco não embarcou. 


Adriano Gonçalves, filho do copiloto, esteve na sede do IML para acompanhar a liberação do corpo do pai, cujo sepultamento está previsto para esta sexta-feira. Ele relatou o drama vivido pela família, que acreditava que Roberto só viajaria no sábado.

- Infelizmente, aquele era o dia do meu pai. Eu estava em casa, quando um primo me telefonou, me falando sobre a queda de um avião da Noar. Ele me disse que o avião estava pegando fogo. Lamentei a notícia, mas procurei tranquilizá-lo, dizendo que meu pai estava de folga. Mesmo assim, comecei a telefonar para meu pai, mas o telefone não atendia. Então, fui à casa dele, e a esposa dele me informou que ele tinha ido para o aeroporto substituir uma outra pessoa. Compreendi, então, que aquele era o dia dele - contou.

Adriano soube por amigos do pai que por pouco ele deixou de embarcar no voo 4896. Como o trânsito entre Paulista e Jaboatão dos Guararapes, onde fica o aeroporto, estava muito congestionado, ele se atrasou. Ao chegar ao aeroporto, já havia outro copiloto no seu lugar para o embarque. Mas, como ainda chegou a tempo de assumir o posto, embarcou para a morte minutos depois.

Adriano estuda para seguir a carreira do pai. Na sua família, agora, são oito pilotos. A família aguardava a chegada de Honey, outro filho do copiloto, que mora em Paris e é comandante na TAM.

Ao observar as imagens do acidente feitas por amadores, Adriano tem certeza que a tripulação buscou meios de evitar uma tragédia maior, já que a área onde o avião caiu é pontilhada de edifícios.

- Nas imagens da TV, vi nitidamente a tentativa do pouso de emergência. Eles tiveram muito cuidado, e acredito que, sem a explosão, haveria sobreviventes - disse.

Dos corpos das 16 vítimas, sete foram identificados pelo Instituto de Medicina Legal de Pernambuco. A causa da morte dos sete foi politraumatismo decorrente do impacto da queda e não as queimaduras provocadas pelo incêndio decorrente da explosão da aeronave. Os legistas chegaram a essa conclusão porque não foram encontrados restos de fuligem nas vias respiratórias das vítimas.

A gestora do IML, Joyse Breenzinckz, disse que os corpos foram identificados pelas impressões digitais e que a maior parte da equipe encarregada do trabalho participou da identificação dos corpos do acidente do voo 477 da Air France, que caiu no mar em junho de 2009.

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