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Fernandes Braga

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Nicolelis elogia Sidarta, mas lamenta discussão pela imprensa

Miguel Nicolelis disse “estranhar” que uma “divisão absolutamente profissional”, como chamou o desligamento do Instituto de Neurociências do grupo de pesquisadores da UFRN, liderados pelo professor Sidarta Ribeiro, tenha se transformado num grande “auê”.

“Eu tenho 30 anos de janela, já vi isso acontecer. Vi prêmio Nobel brigar com prêmio Nobel e, depois, tudo ficar bem. Para a ciência do RN, só posso ver coisas positivas: vamos ter massa crítica e vamos ter linhas de pesquisas diversas nesses dois ambientes”, comentou, referindo-se à criação do Instituto do Cérebro da UFRN, onde vão atuar os pesquisadores dissidentes, que vai dividir espaço com o IINN no Campus do Cérebro em Macaíba.

Perguntado se teria ocorrido alguma desavença pessoal entre ele e o professor Sidarta, Nicolelis disse que o conhecia há dez anos, foi seu orientador de pós-doutorado e é coautor de metade dos trabalhos publicados pelo docente da UFRN.

“Ele é um cientista brilhante, com futuro maravilhoso e tem tudo para ser um dos maiores neurocientistas brasileiros. Durante dez anos, apoiei sua pesquisa não só intelectualmente, mas também financeiramente quando o nomeei diretor científico desse instituto”, revelou.

Professor titular da Duke University, no estado da Carolina do Norte (EUA), onde comanda uma equipe de 50 pesquisadores, lamentou que a dissolução da parceria científica com seu ex-orientando, Sidarta Ribeiro, tenho sido discutida pela imprensa.

“Eu tenho 50 anos, 30 anos de carreira, 200 trabalhos publicados. Eu nunca saí atirando. Eu já tive parcerias feitas, eu já trabalhei com prêmios Nobel, eu já trabalhei com os maiores cientistas do mundo. Parcerias científicas, em minha opinião, terminam com cavalheiros, duas pessoas sentadas à mesa e dizendo ‘olha, foi muito bom’. Eu nunca vi uma dissolução de uma parceria científica ser discutida na imprensa. Eu sempre discuti isso numa mesa e sempre saí como amigo. Nossa resposta a esse comportamento é trabalho”, desabafou.

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