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Fernandes Braga

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Em greve, professores da UERN aguardam proposta do Governo

Calendário acadêmico para o mês de agosto foi suspenso pela reitoria.

Em greve há 63 dias, os professores da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) chegam, nesta terça-feira (2), a mais um prazo dado ao Governo do Estado para se pronunciar sobre a pauta de reivindicações do movimento.

Diante da paralisação dos professores, a reitoria da UERN optou por congelar o calendário de atividades. Dentre as atividades suspensas estão o início do segundo semestre letivo de 2011, que estava marcado para esta segunda-feira, dia 1º de agosto.

As matrículas dos alunos veteranos deveriam ocorrer no período de 1 a 5 de agosto, mas também estão suspensas, bem como as aulas do segundo semestre de 2011 que deveriam iniciar no dia 08 de agosto.

De acordo com Telma Gurgel, integrante do comando da greve, esta seria a terceira negociação entre a Associações de Docentes da UERN (Aduern) e a Secretaria Estadual de Administração e Recursos Humanos (Searh).

“Já participamos de reunião aqui em Mossoró, em Natal e mesmo assim nada foi decidido. O secretário [de administração] entra e sai da reunião sem propor nada com que possamos negociar”, declarou Telma.

A última negociação entre a Aduern e o secretário de administração, José Anselmo de Carvalho aconteceu na sexta-feira (29). Na ocasião o Governo propôs pagar de forma escalonada, entre 2012 e 2014, a reposição salarial correspondente ao cumprimento do Plano de Cargos e Salários dos professores.

A proposta, no entanto, foi rejeitada pelos professores. “Estamos abertos a negociar, mas queremos algo até 2011. Por exemplo, em quatro anos não dá, mas se o Governo oferecer o escalonamento em quatro parcelas como fez com as demais categorias, a Aduern concordará”, explicou Telma Gurgel.

O descontingenciamento continua sendo o ponto mais crítico da pauta. Os professores pedem que a governadora libere os 30% do orçamento para custeios da universidade, a verba total é de R$ 3 milhões de reais. “A educação não deveria passar por isso, ter sua verba presa está errado”, enfatizou a grevista.
  

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