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Fernandes Braga

sábado, 22 de outubro de 2011

Matança de animais exóticos em Ohio revolta ativistas dos direitos animais

Por Camila Arvoredo (da Redação)
Ao meio de expressões de horror e revolta, relacionadas ao assassinato de mais de dezenas de animais em Ohio, nos EUA, junto com fotografias divulgadas de suas carcaças ensangüentadas, ativistas dos direitos animais dizem que pouco poderia ter sido feito pelas autoridades para salvá-los após a sua libertação irresponsável pelo tutor.

O tutor, Terry Thompson, proprietário de um zoológico particular conhecido como “Muskingum County Animal Farm”, próximo a Zanesville, antes de se matar, abriu as jaulas dos animais para que eles escapassem e se suicidou em seguida. Os animais, entre eles leões, pumas e ursos, começaram a circular pelas áreas rurais da região.

Os policiais encarregados atiraram em 48 animais, incluindo dois tigres de bengala e 17 leões.

“Que tragédia!”, disse a veterinária Barb Wolfe, da associação “Wilds Animals”, do zoológico de Columbus. 

“Nós sabíamos que havia uma grande quantidade de animais selvagens naquele zoológico e que alguma coisa ruim poderia acontecer, mas nós não pensamos que chegaria a tal ponto”.

Enquanto a caçada aos animais tomava rumo na quarta-feira, a foto mostrando os corpos dos tigres, ursos e leões revoltou a população, alguns dos quais demonstraram sua revolta e tristeza em redes sociais.

Algumas pessoas da região urbana também mostraram sua tristeza. Bill Wiser, por exemplo disse: “Isso corta o meu coração, atirar desta maneira nestes animais”.

As autoridades disseram que os corpos dos animais serão cremados na fazendo de Thompson.

Will Travers, dirigente da principal associação californiana para a libertação dos animais selvagens e da conservação da vida selvagem, disse que a polícia passou a não ter escolha, a não ser tomar a decisão que tomaram.

“É uma tragédia para estes animais, que não tiveram culpa nenhuma e eu posso ver o quão difícil foi esta decisão para a polícia”, ele disse.

Jack Hanna, uma personalidade da televisão local e ex-diretora do Zoológico de Columbus também defendeu a decisão do xerife de matar os animais.

Dentre os animais mortos ainda figuravam seis ursos negros, dois gatos do mato, um babuíno, um lobo e três leões da montanha. Seis – três leopardos, um urso cinzento e dois macacos – conseguiram ser capturados e levados ao Zoológico de Columbus.

Um lobo foi encontrado morto e apenas um macaco não foi encontrado na região, a qual é caracterizada por uma zona cheia de fazendas com casas espaçadas de madeira.

Os policiais receberam ordens de matar os animais, ao invés de tentar capturá-los com tranqüilizantes por medo de que aqueles atingidos por dardos pudessem escapar na escuridão, antes de desmaiarem e recobrar a consciência em outro local.

“Estes animais estavam se comportando de maneira agressiva”, disse o xerife Matt Lutz. “Quando escureceu, a nossa principal preocupação foi ter animais perigosos rondando o local”.

O veterinário Wolfe tentou salvar um tigre usando um dardo tranqüilizante, mas o animal tentou escapar, o que fez com que os xerifes tivessem que matá-lo.

“Eu estava apenas a alguns metros de distância dele quando atirei o dardo; ele não respondeu muito, mas dentro de 10 segundos, ele começou a se mover e avançou na minha direção”, ela disse.

O policial Jonathan Merry, um dos primeiros a responder na terça-feira, disse que ele atirou em vários animais, incluindo um lobo cinzento e um urso negro, que avançaram sobre ele a alguns metros de distância. 

Ele disse que ama os animais e só tomou esta decisão por saber que estava protegendo a comunidade.

“Todos esses animais têm a habilidade de matar um ser humano em um segundo”, ele disse.

A “Humane Society” dos Estados Unidos criticou o governador John Kasich por permitir que a proibição da compra e venda de animais exóticos do estado expire em abril e pediu por uma lei emergencial que impeça o comércio desses animais até que o estado apareça com uma solução permanente.

“Todo mês acontece algum evento surreal, envolvendo um animal perigoso pertencente a uma associação privada”, disse Wayne Pacelle, presidente e diretor da “Humane Society”. “Nos últimos anos, muitos cidadãos de Ohio morreram ou sofreram graves ferimentos. Os compradores de colecionadores de animais exóticos são uma ameaça para a sociedade e já é hora de proibir este comércio.”

Ativistas da PETA também pediram por leis e disseram que este incidente deve servir como uma lição par ao governador John Kasich.

“Certamente, depois deste incidente, muito sangue já foi derramado para que o estado tome uma decisão”, disse o grupo.

Ohio é um dos estados com uma das regulamentações mais fracas relacionadas a animais selvagens e possui o maior número de mortes e ferimentos causados por eles.

A associação “Born Free USA” afirma que foram relatados mais de 1.500 ataques em humanos e outros animais e escapadas de animais exóticos desde 1990, sendo 86 em Ohio. Travers disse que existe uma necessidade urgente de mudança da legislação, relativa ao comércio desses animais e dos cuidados que estes devem receber.

“A legislação deve estar lá para proteger os animais das pessoas e as pessoas dos animais”, ele disse.
 
O relações públicas do governador Kasich disse que o governador pretende transformar a regulamentação em lei.

“Nós precisamos claramente de leis mais duras. Neste estado nós não a temos”, disse Kasich numa reunião em que a imprensa estava presente.

A “Ohio Veterinary Medical Association” também pediu por regulamentações para os animais exóticos e disse que as mortes desses animais poderiam ter sido evitadas.

“Só por permitir que leis mais duras fiscalize a compra de animais exóticos, uma tragédia como esta poderia ter sido evitada”, ele disse num comunicado.

Thompson, já teve uma série de problemas com a lei e seus vizinhos. Lutz disse que desde 2004 uma série de queixas foram feitas, relativas a fuga de animais de sua propriedade. Além disso, Thompson foi acusado por muitos anos de crueldade contra animais e por permitir que os animais saíssem das jaulas. Ele também possuía armas sem registro.

Ainda não está claro como Thompson fazia para manter o local.

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