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Fernandes Braga

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O gabinete de Sarney é o começo do atalho que pode levar à cúpula do Judiciário

“A afrontosa operação de socorro atesta que os tentáculos estendidos ao Judiciário pelo chefe da Famiglia já alcançaram o Superior Tribunal de Justiça”, constatou um trecho do texto aqui publicado em 29 de setembro. O post comentava a decisão consumada dias antes por três ministros do STJ: sem argumentações plausíveis, a trinca decidiu enterrar ─ vivas ─ as incontáveis provas colhidas pela Polícia Federal durante a Operação Boi Barrica, concebida para devassar bandalheiras colecionadas por parentes e agregados do presidente do Senado.

Em 4 de outubro, menos de uma semana depois da constatação feita pela coluna, a desembargadora Assusete Dumont Reis Magalhães, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, tratou de escancarar a crescente desenvoltura dos chamados “juízes do Sarney”: eles agora se dispensam de camuflar as relações promíscuas que os subordinam ao mandarim do Poder Legislativo. Incluída na lista tríplice de candidatos à vaga aberta no STJ, Assusete solicitou uma audiência a Sarney para pedir-lhe que a apoiasse na luta pelo empregão. Saiu do encontro com o sorriso de quem conseguiu a bênção do patriarca.

Imediatamente, o padrinho entregou a chefia da campanha a Edison Lobão. Segundo amigos da dupla, o ministro de Minas e Energia reservará um bom pedaço da agenda para “ajudar a doutora Assusete com alguns telefonemas”. Só Madre Superiora e Magro Velho e Lobão sabem quais serão os alvos das ligações. 

Em tese, cabe exclusivamente à presidente Dilma Rousseff a entrega da vaga a um dos três concorrentes. Os outros dois são o desembargador Néfi Cordeiro, do Tribunal Regional Federal da 4a Região, e a desembargadora Suzana de Camargo Gomes, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

Até recentemente, só poderia sonhar com o STJ quem tivesse reputação ilibada. Se a exigência continuasse em vigor, Assusete teria caído fora da disputa no mesmo instante em que se ajoelhou diante de Madre Superiora. Como foi atirada ao lixo pelos embusteiros que controlam um país em acelerada decomposição moral, a abjeção pode até garantir a vitória da doutora. E, por consequência,  perpetuar os podres poderes exercidos sobre o Judiciário por um senhor feudal cuja impunidade é um tapa na cara dos brasileiros decentes.
 
Fonte:
Coluna Augusto Nunes
Revista Veja

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