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Fernandes Braga

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Deputado Major Olímpio diz ter 'indícios' de venda de emendas

Promotoria pretende ouvir na próxima semana o deputado Roque Barbiere (PTB), autor das denúncias, e a testemunha Tereza Barbosa

André Vargas
O deputado estadual Major Olímpio
Deputado estadual Major Olímpio (PDT) não deu provas da prática de corrupção ao promotor do Patrimônio Público (Vidal Cavalcante/AE)
O primeiro depoimento ao Ministério Público Estadual (MP-SP) sobre o suposto esquema de venda de emendas parlamentares na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) decepcionou. O deputado Major Olímpio (PDT) passou duas horas e quinze minutos testemunhando na Promotoria do Patrimônio Público e Social, onde falou sobre a falta de controle e “possibilidade de responsabilização” dos parlamentares
Olímpio citou a maneira desigual com que as verbas para emendas são distribuída entre os deputados da base governista e os da oposição. “Se existir um mecanismo de corrupção, o governo é, no mínimo, omisso”, disse Olímpio. Ele admitiu que sua apresentação não foi marcante: "Não tenho provas, mas tenho os indícios".
“Ele não trouxe denúncias concretas”, afirmou o promotor Carlos Cardoso, que conduz o inquérito sobre o caso. Cardoso lembrou que o trabalho do MP está apenas no início. Na próxima semana devem ser ouvidas as principais testemunhas.
Uma delas é Tereza Barbosapresidente da entidade assistencial Centro Cultural Santa Terezinha. Foi ela quem revelou que deputados negociavam emendas.  Temendo represálias, ela não revelou nenhum nome até o momento. Seu depoimento deve ser agendado na segunda-feira. Por motivos de segurança, a data não deve ser divulgada pela promotoria. 
O outro é deputado estadual Roque Barbiere (PTB), responsável por trazer o esquema à tona. Em entrevista, o parlamentar afirmou que 30% dos 94 parlamentares da Alesp se valiam da venda de emendas.
A promotoria também requereu documentos à Secretaria Estadual da Fazenda e à Alesp para entender o trâmite e o caminho que os recursos destinados pelas emendas percorrem para que não sejam detectados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Só assim será possível descobrir se houve crime contra a administração pública e a prática de improbidade 

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