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Fernandes Braga

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Oficial da PM que espancou jovem será indiciado por tentativa de homicídio

Imagens do circuito interno mostram o rapaz sendo agredido a socos e atingido na cabeça


RIO - O delegado titular da 37ª DP ( Ilha do Governador), Deoclécio Assis, disse, no começo da tarde desta segunda-feira, que deve indiciar, por tentativa de homicídio, o capitão da PM e um outro homem que agrediram Rorion Moraes, de 28 anos, dentro de uma boate na Ilha do Governador neste domingo. Os agressores foram identificados pelas câmeras do circuito interno da boate Provisório, na Praia da Bica, no momento em que chegaram ao local. As imagens mostram quando a vítima se desentende com um homem. Rorion sofreu agressões na cabeça e perdeu seis dentes. Ele também foi atingido por um banco.

Ainda de acordo com o delegado, a participação de um cabo da PM, que estava junto com os dois agressores, ainda está sendo investigada. Deoclécio disse também que as imagens deixam claro a violência praticada pelo capitão e por um outro homem que ainda não teve a identificação divulgada pela polícia. O suspeito vai prestar depoimento ainda nesta segunda. Os seguranças da boate também foram convocados para prestar esclarecimentos.

O rapaz ficou desacordado por vinte minutos e foi socorrido por amigos. Com 18 pontos na cabeça, Rorion fará novos exames de corpo de delito e passará por avaliação médica porque apresenta dificuldades de enxergar com o olho esquerdo.

O capitão Alexandre Gualberto da Silva, do 16º BPM (Olaria), e o cabo Alessandro Gomes de Souza, do 41º BPM (Irajá) serão indiciados por prevaricação. Eles ficarão presos administrativamente por 72 horas.

— Eu poderia ter morrido, poderia ter ficado aleijado. Esse olho aqui, eu não estou enxergando direito. Do jeito que eles agiram ali, uma pessoa normal não age — afirmou Rorion, em entrevista à GloboNews TV.

O pai de Rorion, José de Moraes, conselheiro vice-presidente do Tribunal de Contas do Município (TMC), classificou como inacreditáveis as cenas da agressão sofrida pelo filho:

— Como pode alguém socar a cara de uma pessoa já caída, quase desmaiada. E, mesmo assim, o massacre continuou enquanto meu filho tentava se levantar. Por fim, um militar, que deveria defender a população, o agride ele um banco na cabeça. Ele levou 18 pontos e não enxerga direito com o olho esquerdo.

Segundo José Moraes, o filho contou que não sabe o motivo de tanta agressão:

— Ele disse que passava quando o capitão bateu no seu ombro. O militar estava com outros sete homens, que começaram a xingar o meu filho e deram o primeiro soco. Na saída, testemunhas viram quando os policiais saíram, com fuzis no carro, em disparada com medo de que a ponte da Ilha fosse fechada para impedir a fuga.

O conselheiro elogiou a ação da Polícia Civil:

— Todos foram rapidamente identificados, e os policiais logo presos. Isso dá um conforto.

Fonte: O Globo


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