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Fernandes Braga

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Após decretada greve, 14 mil militares das forças armadas são esperados no Rio

Policiais e bombeiros decidiram entrar em greve na noite desta quinta-feira (9) - manifestantes estão de vigília na Cinelândia desde as 18h - Eles reivindicam a liberdade imediata do cabo do Corpo de Bombeiros Benevenuto Daciolo, preso na noite de quarta-feira (8), ao chegar ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, vindo de Salvador.

Com a greve decretada, 14 mil homens do Exército são esperados para assumir o patrulhamento da cidade. Em reunião liderada pelo comandante militar do Leste, general Adriano, foram acertados detalhes para o plano de emergência para garantir a segurança do estado durante o carnaval.

A Brigada Paraquedista também já está a postos para evitar distúrbios, de acordo com a decisão. Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros e secretário de Defesa Civil do Rio, coronel Sérgio Simões, 300 homens da Força Nacional reforçarão o Corpo de Bombeiros, que já conta com um efetivo reserva de 700 homens, formado por sub-oficiais e soldados que estão fazendo cursos de aperfeiçoamento. Além disso, todos os quartéis estão de prontidão, e os cerca de dois mil bombeiros dos setores de administração reforçarão o atendimento.

Estava previsto que os quartéis da Polícia Militar entrassem de prontidão a partir de meia-noite de quinta para sexta-feira. Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) já estavam aguardando ordens para ir às ruas se for necessário. Até os policiais lotados nas Unidades de Polícia Pacificadora estavam aquartelados e com equipe reforçada para atuar nas favelas ocupadas.

Cerca de 2.500 bombeiros e policiais civis e militares estiveram concentrados na Cinelândia para a assembleia da categoria. Líderes do movimento discursaram num palanque improvisado em frente à Câmara dos Vereadores. A maioria estava realmente disposta a votar pela greve. Cristiane Daciolo, mulher do cabo bombeiro Deneveluto Daciolo, está no presente à assembleia e disse que a prisão de seu marido é arbitrária e que a Defensoria Pública iria entrar ainda nesta sexta-feira com pedido de habeas corpus para libertá-lo.

Segundo o sargento Paulo Nascimento, um dos lideres do grupamento dos bombeiros, os representantes das categorias iriam ficar na Cinelândia até meia-noite e se até esse momento o governo não atendesse as reivindicações do movimento seria deflagrada a greve. Ainda de acordo com ele, as categorias reivindicam a libertação do cabo Daciolo, um piso geral para as categorias de R$ 3.500, R$ 350 de vale-transporte, R$ 350 de tíquete alimentação, jornada de trabalho de 40 horas semanais e o fim do rancho.

O policiamento não foi reforçado no local. Havia apenas três policias a cavalo, do batalhão do Regimento de Polícia Montada (RP Monte).

"O que mais nos importa é a segurança da população. Greve de bombeiros para nós é inaceitável, porque é covardia, porque não são relações trabalhistas que estão em jogo, mas a vida de pessoas, porque chegar rápido em socorro é fundamental", afirmou Simões.

O comandante explicou que a prisão do cabo Benevuto Daciolo foi primeiramente provisória, pela gravidade dos fatos (a revelação de gravações telefônicas em que ele estaria incitando a greve na Bahia). "Mas já entramos com pedido de prisão preventiva na Justiça militar pelos crimes de incitamento à greve e aliciamento à motim".

Sobre uma suposta articulação para de vários estados para pressionar pela aprovação da Proposta de Emenda Constitucional PEC 300 - que estabelece um piso nacional para as polícias militares e bombeiros em todo o país, com salário inicial de R$ 3.500, já aprovada em primeiro turno -, ele voltou a afirmar isto seria inaceitável.

"Se estão manipulando uma corporação de bombeiros para uma greve por interesses políticos, então temos que respensar esta democracia. Ontem (quarta-feira) eu vi na TV manifestantes segurando um cartaz que, dizia "carnaval da Bahia cancelado". A quem pode interessar isto? Serve a quê?", questionou o comandante.

A realização da reunião foi decidida nesta quarta-feira, durante encontro do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; o governador Sérgio Cabral; e o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. Em entrevista mais cedo à Rádio CBN, Beltrame já havia admitido a possibilidade de se usar as tropas do Exército para garantir a segurança do estado, em caso da deflagração da greve.

Beltrame garante que haverá segurança no carnaval do Rio

José Mariano Beltrame garantiu que haverá segurança para o carnaval no Rio. O secretário disse que confia no bom senso dos policiais e lembrou que, em oito anos, serão concedidos, segundo ele, 120% de aumento para a categoria.

"Está garantido. Está garantido. A gente tem um protocolo utilizado nos jogos PanAmericanos e este protocolo está sendo apresentado neste momento ao Comando Militar do Leste, onde todas as instituições estão ligadas direta ou indiretamente à segurança", disse.

Expectativas

A expectativa, porém, era que a categoria aceite a nova proposta do governo encaminhada na noite desta quarta. O aumento foi anunciado no mesmo momento em que a polícia prendia um dos líderes dos bombeiros, o cabo Benevuto Daciolo, acusado de incitação. Os serviços de inteligência das polícias da Bahia, do Rio e Federal, apuraram que lideranças estariam articulando paralisações em outros estados durante o período do carnaval como forma de pressionar o Congresso Nacional a aprovar a PEC 300.

Em Brasília, Beltrame afirmou que qualquer problema na área de segurança no Rio será resolvido com diálogo. "Confio no bom senso dos policiais. O que está sendo dado a eles é sem dúvida nenhuma um reconhecimento do que esses policiais vem fazendo pelo Rio".

Beltrame evitou comentar a prisão do cabo Daciolo. "A prisão do cabo é uma decisão técnica do Corpo de Bombeiros. Quero deixar claro que o bombeiro no Rio de Janeiro faz parte da Secretaria de Defesa Civil e não das instituições que compõem a segurança pública no estado".

Beltrame se reuniu em Brasília com outros secretários estatuais de segurança e com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para apresentar propostas de alterações no Código Penal.
 
Fonte: nominuto.com

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