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Fernandes Braga

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A radicalidade politica de Fátima Bezerra

Dep. Fátima Bezerra
A deputada Fátima Bezerra esta semana esbravejou em uma emissora de rádio local defendendo a união das "Esquerdas", como ela anunciou para as eleições municipais, com uma entonação forte e tudo o mais a que teve direito. Fátima parece ser uma deputada operante, mas é radical. Claro que a idéia politica da deputada ao entonar com ênfase a palavra "esquerda" é santificar a esquerda. Ora, como se não bastasse historicamente tudo o que a chamada "esquerda" no mundo fez de atrocidades contra a dignidade humana, parece faltar à deputada autocritica. E digo "faltar" em tom positivo, pois caso não seja isso, ai a coisa é mais dramática.

Em qualquer entrevista que eu acompanhe da deputada é fácil constatar que ela se coloca sempre do lado dos "bonzinhos", enquanto que os seus adversários políticos estão situados inevitavelmente do lado dos maus. Essa dicotomia ou maniqueísmo da deputada lembra um tipo de discurso muito comum no Brasil que adora criticar o capitalismo sem apontar-lhe qualquer valor ainda que beneficiado por ele. O inacreditável é vermos nesses mesmos que sustentam esse tipo de discurso um maniqueísmo que eles não percebem neles, mas, no entanto, adoram apontar nos outros.

Ora, se a deputada quer realmente construir um discurso ético, o que não é errado, cobrando de uma forma dura valores éticos e morais aos outros, ou seja, aos seus adversários, por que essa mesma deputada se nega a fazer autocritica entre aqueles que ela diz apoiar ou quer o apoio agora para as próximas eleições? E entre aqueles que ela pretende apoiar ou quer o apoio, muitos são "ficha suja" para dizer o mínimo. Ética não pressupõe unilateralidade.

Claro, Fátima não é leal com seus adversários, muito menos tem espirito democrático. O que sobressai nas suas entrevistas é um radicalismo que beira a falta de convívio democrático. Isso é tão verdadeiro que se numa entrevista um repórter mais destemido apontar as incoerências e contradições em seu discurso, ela reage como todo esquerdista quando pego com as calças curtas acusando ou insinuando falta de democracia nos meios de comunicação.

E eu diria mais: em suas entrevistas é fácil identificar ou na verdade é fácil perceber que a falta de moralidade que ela imputa aos outros, aos seus adversários, esbravejando aos quatro cantos, é, de uma forma habilidosa, matreira, escondido e negado entre os seus aliados. Claro, a pureza do PT há muito foi para o espaço, hoje o que sobra é o pragmatismo politico outrora tão vilipendiado pelo partido. Mas a esperteza tem alcance alto.

Como se diz no popular e o PT confirma esse ditado, o revolucionário de ontem é o reacionário de amanhã. Ou de uma outra forma e certamente muito mais exato, o cheio de ética ontem é o amoral conveniente de hoje. Não é à toa que com o PT no governo federal não avançamos em nenhuma das reformas necessários ao país, nem tampouco na questão ética.

Para ser inteiramente franco é necessário dizer que fazer uso de projetos e propostas de outros partidos como se fossem seus, negando-lhes a verdadeira fonte, também é falta de ética. Não é de estranhar que todos os projetos que o PT levantou e levanta loas propagandisticamente, nenhum tem o DNA original do Partido. O único projeto autenticamente do PT que foi o "Fome zero" não saiu do papel. A deputada pode até ser operante, mas lhe falta autocrítica.

Fonte: Laurence Bittencourt - Espaço Livre - nominuto.com

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