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Fernandes Braga

sábado, 10 de março de 2012

O Rambo da PM da Paraíba



Embora não seja "um cara fortão", musculoso, tipo o ator de Hollywood Sylvester Stallone, que representou o personagem Rambo diversas vezes na telona (ora resgatando soldados norte-americanos prisioneiros de guerra no Vietnã, ora enfrentando os invasores russos no Afeganistão ou até mesmo desbaratando gangues de narcotraficantes mercenários nas selvas da Tailândia e Birmânia, entre outras aventuras épicas retratadas pelo cinema), o capitão Antônio (na foto acima) se identifica muito bem com esse papel de destroçar as bocas-de-fumo que disputam o controle do submundo do crime e da venda de crack, maconha, etc, nas comunidades ribeirinhas do Alto do Mateus e Ilha do Bispo (ambas localizadas na Zona Oeste da Capital paraibana).

Ele não é nenhum super-homem, indestrutível – tanto, que já foi inclusive baleado durante um confronto com o traficante "Belo" (O Terror da comunidade da Beira da Linha) – mas encarna muito bem o que grande parte da sociedade paraibana deseja, em termos de arquétipo de seu Anjo da Guarda, Santo Protetor ou Salvador da Pátria, sendo considerado uma espécie de última chance das autoridades para acabar de vez com a criminalidade que vem crescentemente assolando as famílias de bem e pacatos cidadãos, sobretudo em João Pessoa, antigamente considerada um verdadeiro paraíso, em termos de tranqüilidade, coisa que hoje não existe mais, há muito tempo.
Ele já prendeu Jardel (O “Terror do Alto do Mateus”) e até recebeu a medalha da Cruz de Sangue (por atos de bravura em combate) das mãos do próprio governador Ricardo Coutinho (PSB). O restante da matéria de autoria de Pollyanna Sorrentino, publicada na edição da revista POLITIKA (nº 11) que chegou às bancas e nas residências dos assinantes neste final-de-semana, está transcrita abaixo...

   

CAPITÃO ANTÔNIO REVELA SONHO DE SER COMANDANTE-GERAL DA POLÍCIA MILITAR

Em 10 anos de profissão, ele já realizou mais de 500 prisões apenas em João Pessoa, defende a bandeira do policial que trabalha de forma limpa e honesta. Saiu ainda criança da pacata cidade de Aroeiras no Agreste da Paraíba e se transformou em dos bravos heróis da Polícia Militar do Estado.

De sobrenome Souza Santos Filho – capitão Antônio – é destaque na sociedade e se tornou uma referência do verdadeiro sentido da palavra Coragem, isso mesmo, Coragem com “C” maiúsculo.

Representando inúmeros “fardados anônimos” que já derramaram o próprio sangue em prol da segurança social, ele se tornou uma referência ao ser baleado na perna direita durante uma ação policial em março de 2011, episódio ocorrido no bairro do Alto do Mateus na Zona Oeste da Capital. “Enquanto todos fugiam, eu fui em direção aos tiros”, revela o policial.

Casado e pai de uma garotinha de apenas um ano e oito meses de vida, tornou-se motivo de honra e orgulho no auge dos seus 30 anos de idade. Satisfação não só para a família, como também para a comunidade com a qual ele convive diariamente.

Após o tiroteio onde por pouco, não perdeu a vida, o antes tenente, tornava-se o agora capitão Antônio. Foi homenageado pelo governador Ricardo Coutinho e recebeu a condecoração da medalha da “Cruz de Sangue”, concedida aos policiais feridos ou mortos em serviço.

Apesar do grande susto, ele revela que contrariando as especulações a até mesmo a própria família, não pensou em desistir e abandonar o ofício após ter sofrido o atentado. “Ainda no hospital, não via a hora de voltar ao trabalho. Pensava que se eu, que tenho aparato, ando armado e possuo experiência, havia me tornado vítima dos bandidos, imagina os civis como deveriam se sentir desprotegidos”, conta.

Sobre seus desejos e projetos para o futuro, Antônio foi enfático e revelou um grande e audacioso sonho como soldado: “Desejo ser comandante da Polícia Militar do Estado da Paraíba. As pessoas precisam ser respeitadas e a segurança faz parte disso”, revela, bastante sincero.

Uma relação de confiança foi se estreitando ao longo dos anos entre os moradores do Alto do Mateus e o Núcleo Integrado da Ilha do Bispo, coordenado atualmente pelo capitão Antônio.

“Defendo a polícia cidadã, pró-ativa e voltada para o povo. Criamos uma relação recíproca de respeito e companheirismo. Trabalhamos em conjunto”, fala o militar.

Destemido, corajoso e confiável 

Essas parecem mais características de um super-herói dos desenhos animados que encantam um “mundo fictício” repleto de cores e magia. Já no mundo real, essas são as qualidades de um jovem “Antônio” do agreste, que a cada prisão realizada, cada apreensão concretizada, cada boca-de-fumo estourada, torna-se o verdadeiro guerreiro que nos faz ter orgulho de sermos paraibanos.

NOTA DO REDATOR – O capitão Antônio ganhou fama a partir da prisão de dois dos mais perigosos bandidos que atuavam no tráfico de drogas existente na região de mangue chamada de comunidade da Beira da Linha, Acesso Oeste e Ilha do Bispo, conhecidos no submundo do crime pelos apelidos de “Jardel, O Terror do Alto do Mateus” e “Belo” (cuja rendição só ocorreu após ele ter baleado o sargento Alcântara e o próprio oficial da PM citado acima, graças à intervenção de uma força-tarefa que contou até com auxílio aéreo disponibilizado por um helicóptero da Polícia Militar do vizinho Estado de Pernambuco).
Fonte: pbagora.com

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