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Fernandes Braga

quinta-feira, 22 de março de 2012

OPERAÇÃO JUDAS: Acusados deverão colaborar com investigação do MP

Isaac Lira e Margareth Grillo - Repórteres

Carla Ubarana e George Leal firmaram com o Ministério Público um acordo de colaboração, popularmente conhecido como "delação premiada", para revelar os detalhes do esquema de desvio de recursos no setor de precatórios do Tribunal de Justiça. O acordo foi o responsável pela conversão da prisão preventiva do casal em prisão domiciliar na noite da última terça-feira. A primeira rodada de depoimentos foi realizada também na terça-feira, como publicado pela TRIBUNA DO NORTE. Outros encontros serão necessários para que mais informações sejam coletadas.
Alex RégisA escolta feita por policiais do Bope à residência do casal acusado de desvio de recursos do TJRN, é em regime permanente e initerrupto. A decisão judicial não restringe o acesso de visitasA escolta feita por policiais do Bope à residência do casal acusado de desvio de recursos do TJRN, é em regime permanente e initerrupto. A decisão judicial não restringe o acesso de visitas

Os promotores responsáveis pela investigação disseram não ser possível detalhar o funcionamento da "delação premiada" negociada com os acusados. Contudo, a reportagem da TRIBUNA DO NORTE apurou que serão realizados vários "encontros" entre as partes para que todos os fatos venham à tona. A ideia é estabelecer uma relação de confiança entre os acusados e os investigadores. Todas as informações repassadas por Carla e George devem ser confirmadas em juízo para que os possíveis benefícios da delação premiada sejam alcançados. As primeiras informações, ainda segundo fontes, estiveram centradas nas informações já conhecidas. Porém, a expectativa é que novos fatos e pessoas sejam citadas nos futuros depoimentos.

O Termo de Compromisso da "Colaboração Premiada", formalizado em uma audiência autorizada, segundo o MPE, pelo judiciário, foi encaminhado à 7ª vara Criminal no final da tarde da terça-feira e acatado, de imediato, pelo juiz Armando Ponte. Com isso, a prisão preventiva de Carla e George foi convertida em prisão domiciliar, que deve ser cumprida, ininterruptamente, sob guarda e escolta policial. Os acusados serão mantidos nessa condição até uma próxima deliberação judicial.

Pelo despacho, o casal não poderá se ausentar da residência, salvo em caso de comprovada emergência médica, e desde que a saída seja imediatamente comunicada ao juiz. A escolta na residência de número 842 da rua Maria Auxiliadora, em Petrópolis, está sendo feita por uma equipe do Bope - Batalhão de Operações Policiais Especiais, da Polícia Militar do RN. Ontem pela manhã, quatro homens estavam no local.

"As determinações judiciais" afirmou o comandante da Polícia Militar, coronel Francisco Canindé de Araújo Silva, "serão cumpridas à risca, até que a Justiça tome novas decisões". Como a PM trabalha em regime de escala, haverá troca de equipe ao final de cada serviço. A decisão judicial não impede a entrada de visitantes na residência do casal. Na terça-feira a noite, antes de serem conduzidos para Petrópolis, os acusados se submeteram a exame de corpo delito no Instituto Técnico e Científico de Polícia - ITEP.

Na decisão judicial sobre o pedido de prisão domiciliar apresentado pelo MPE, o juiz Armando Ponte confirma que, tanto Carla Ubarana, quanto George Leal, passaram a colaborar com as investigações, o que justificaria uma flexibilização da custódia cautelar dos dois. O MPE, no pedido encaminhado ao juiz, argumentou ainda que o estado de saúde de Carla Ubarana (após a prisão, ela esteve por duas vezes em hospitais privados, sob custódia) também daria ensejo ao regime de prisão domiciliar.
Fonte: TN

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