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Fernandes Braga

quinta-feira, 8 de março de 2012

Sonegação de réu chega a R$1,5 mi

Ricardo Araújo - Repórter

A evolução patrimonial de Rychardson de Macedo Bernardo, principal acusado de desviar recursos do Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande do Norte (Ipem/RN), despertaram o interesse do Ministério Público Estadual pela monta envolvida na operacionalização de quatro empresas pertencentes ao réu. Os vultosos lucros, porém, estavam diretamente ligados ao não recolhimento de impostos municipais, estaduais e federais. Ontem à tarde, em depoimento ao juiz federal Hallison Rêgo Bezerra e ao procurador do Ministério Público Federal, Rodrigo Teles, o ex-contador das empresas de Rychardson mensurou em aproximadamente R$ 1,5 milhão o débito do empresário/réu pela falta de pagamento de tributos diversos à Prefeitura de Natal, Governo do Estado e União. 




























Após depoimento no Tribunal da Justiça Federal, Rychardson de Macedo Bernardo sai tranquilo e sorri para imprensa
O técnico em contabilidade Clidenor Aladin de Araújo começou a trabalhar para Rychardson de Macedo por intermédio de um dos seus filhos. O jovem apresentou o então amigo e ex-diretor do Ipem/RN, que logo foi convidado pelo próprio Rychardson de Macedo para cuidar da contabilidade das suas empresas - Supermercado É Show, Platinum Veículos, Casa do Pão de Queijo e Restaurante Piazzale Mall. Clidenor confirmou ao juiz federal Hallison Rêgo Bezerra e ao procurador do Ministério Público Federal, Rodrigo Teles, que era o responsável pela contabilização de toda a movimentação financeira e fiscal dos empreendimentos de propriedade do acusado.

Para contabilizar e gerenciar lucros, prejuízos e estagnação contábil, o técnico recebia informações quinzenais das empresas de Rychardson de Macedo. Clidenor Aladim compunha relatórios e balancetes contábeis cujas informações eram repassadas aos órgãos responsáveis pela fiscalização tributária baseado no que recebia dos setores financeiros do supermercado, do restaurante, da loja de revenda de veículos e da lanchonete. Os valores repassados ao contador, porém, divergiam daqueles que foram informados à Receita Federal em pelo menos uma das empresas pertencentes a Rychardson de Macedo. 

Mensalmente, segundo depoimento do contador ao Ministério Público Estadual à época das investigações do esquema de desvio de recursos do Ipem/RN, a Platinum Veículos lucrava cerca de R$ 20 mil em comissões pela venda de automóveis. Em contrapartida, o órgão ministerial rebateu a informação do contador afirmando que, em dois anos, a empresa lucrou R$ 17 milhões (R$ 10 milhões em um ano e R$ 7 milhões em outro). Questionado pelo procurador do Ministério Público Federal sobre esta informação, Clidenor Aladim de Araújo afirmou que não sabia desta movimentação e de que não tinha acesso ao que era informado à Receita Federal pelo acusado. 

Questionado sobre a situação financeira das empresas do réu à época em que ele atuou como contador, Clidenor disse que todas as empresas lucravam, mas não recolhiam impostos. "Se elas pagassem os tributos, o lucro seria menor, mas continuariam lucrando", disse diante do juiz e do procurador federal. O contador deixou de trabalhar para Rychardson de Macedo depois que a mãe do réu, Maria das Graças de Macedo Bernardo, discutiu com uma das funcionárias do escritório de contabilidade de Clidenor por causa de um processo de contratação de uma determinada pessoa.

Ontem, no segundo dia de oitivas das testemunhas de acusação dos nove réus envolvidos na Operação Pecado Capital, o nome do deputado estadual Gilson Moura foi mais uma vez citado. Clidenor disse ao MPE que "ouviu dizer que Rychardson de Macedo era testa de ferro de Gilson Moura". Rychardson não reagiu à acusação e seguiu apático.

Fonte: TN

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