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Fernandes Braga

sábado, 7 de abril de 2012

A CPI do Carlinhos Cachoeira, por Ruy Fabiano

A CPI do Carlinhos Cachoeira, se for realizada, será mais uma das múltiplas iniciativas tópicas, que atacam o sintoma sem cuidar das causas da doença.

Dor de cabeça? Tome uma aspirina. A CPI não deverá ser mais que isto: uma aspirina institucional. Outra.

Tem sido assim desde o fim do regime militar: CPI da Corrupção (governo Sarney), do PC Farias (governo Collor), dos Anões do Orçamento (governo Itamar Franco), dos Precatórios (governo FHC), da Petrobras (governo Lula, que, diga-se, nem como aspirina funcionou), do MST. Etc.

Qual o resultado? Queimaram-se algumas reputações (a maioria acertadamente), derrubou-se um presidente da República, mas a doença continuou lá, intacta. Passado o efeito da aspirina, cada vez mais rápido, voltam as dores de cabeça.

O mais grave é que todos, desde o início, sabiam (continuam sabendo) qual a causa da enfermidade: o sistema político. Tanto assim que a cada nova legislatura – incluindo a atual – elege-se como prioridade a reforma política e, ao final, ninguém a faz.

Acaba reduzida a um arremedo, que, na maioria das vezes, piora o que lá estava. Ninguém ignora que o sistema partidário e a legislação eleitoral (sobretudo o financiamento de campanhas) são o tumor a ser expelido. Na hora de fazê-lo, ninguém o faz.

O presente governo está no seu segundo ano. O novo Congresso, ao assumir, fez da reforma política o seu estandarte. Criaram-se comissões especiais na Câmara e no Senado e, para não variar, fez-se muito barulho por nada. Como se previa, as eleições deste ano se darão sob as mesmas regras das anteriores.

É natural que se reproduzam os mesmos cenários, por onde se movem com desenvoltura os Carlinhos Cachoeira e se desviam os inúmeros Demóstenes Torres.

Fonte: Blog do Noblat

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