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Fernandes Braga

sábado, 7 de abril de 2012

RODA VIVA | Justiça para todos

CASSIANO ARRUDA CÂMARA

Desde que surgiram as primeiras informações sobre (na época) possíveis irregularidades dentro do Tribunal de Justiça, acreditavam – os mais inocentes – que tudo chegaria ao clímax quando os principais envolvidos fossem presos e começassem a falar sobre o caso. Houve mesmo quem não acreditasse no que acabou ocorrendo: uma delação premiada. Passado o tempo, a crença de que o caldo entornaria ficou para o dia do depoimento, quando os dois principais envolvidos contariam com detalhes como fizeram para desviar dinheiro de dentro de um Tribunal de Justiça de um estado brasileiro. Mas essa expectativa também caiu por terra.

Um dia antes do depoimento, como brotam flores num jardim, cópias de um diário feito por Carla Ubarana surgiram e demonstraram que o caso ainda guardava muitos desdobramentos. Um dia depois, a confirmação: a principal envolvida no escandalo citou desembargadores, dois deles. Após o depoimento, nova expectativa: que o caso desse uma esfriada e que só voltasse a reaquecer quando o Conselho Nacional de Justiça colocasse as mãos no caso. Outra decepção.

Chega-se a praticamente três meses que o caso dos precató-rios dança no salão principal da imprensa potiguar. E a conclusão (temporária) que pode ser mantida é que o caso ainda deve surpreender a opinião pública potiguar diversas vezes. E é fácil consolidar essa opinião: basta verificar a investigação que está aberta para checar se há dinheiro desviado na Suíça e a questão do precatório milionário envolvendo a Prefeitura de Natal.

Há ainda uma outra avaliação que precisa ser feita. Agora que está comprovado que o caso aparenta ser realmente um daqueles imensos icebergs que afundaram o Titanic, é necessário mais que nunca que promotores e procuradores – com a colaboração de juízes e advogados – sigam com a investigação. E alcancem a base dessa montanha submersa.

Isso para que, ao contrário daquela que foi a maior embarca-ção do mundo (há um século), o Judiciário norte-rio-grandense — num futuro próximo, talvez — possa relembrar o seu maior escândalo, mas (afinal) apresentá-lo como um caso que, apesar do estrago, foi solucionado e os culpados — sejam eles desembargadores, advogados, técnicos ou “laranjas” — foram punicos exemplarmente. O Judiciário — seja o do Rio Grande do Norte ou de outro estado do país — não pode se dar ao luxo que se deram os políticos: de deixar terminar tudo em pizza. A Justiça precisa seguir e mostrar à sociedade que está pronta para cumprir suas obrigações. Mesmo que para isso precise jogar um (dois ou cinco) dos seus membros aos leões. Essa é a maior lição de uma Justiça ideal: ela é para todos.

Fonte: novojornal

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