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Fernandes Braga

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Supremo começa a julgar os mensaleiros



Marcado pela polêmica em várias frentes, vai começar hoje o julgamento do mensalão, esquema de compra de votos no Congresso no primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o procurador geral da República, Roberto Gurgel, o mensalão já pode ser considerado o maior esquema de corrupção da história do Brasil. Para os petistas, tudo não passa de uma peça de marketing político, uma "farsa criada e alimentada por setores conservadores aliados a partidos de oposição, visando atacar o PT e as forças progressistas", segundo nota divulgada ontem pelo líder petista na Câmara, deputado Jilmar Tatto.
Andre Dusek/AEHomens de preto participam de treinamento para garantir a segurança de ministros e réus no julgamento do processo do mensalãoHomens de preto participam de treinamento para garantir a segurança de ministros e réus no julgamento do processo do mensalão

Em meio ao tiroteio político, aos questionamentos sobre a participação do ministro Dias Toffolli no julgamento e à tentativa dos principais veículos de comunicação de sacudir a opinião pública, surgiu ontem mais um lance no tabuleiro de xadrez do mensalão: o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu o desmembramento do processo. Ele disse que, por causa da prerrogativa de foro, o STF só deveria apreciar se condena ou absolve os deputados federais João Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP).

"A competência do Supremo é de direito estrito, é o que está na Constituição e nada mais. Dos 38 acusados, hoje apenas três têm prerrogativa de serem julgados no Supremo. Os demais deviam estar no âmbito do juiz natural, que é o primeiro grau", disse.

Na chegada ao tribunal, onde parou para falar rapidamente com a imprensa, Mello lembrou que o Supremo, por "maioria acachapante" (dos 11 votos, apenas ele foi favorável), já negou pedido da defesa dos réus de retirar acusados que não possuem prerrogativa de foro. Mas o advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, que defende o ex-diretor do Banco Rural José Roberto Salgado, tentará novamente tirar seu cliente e outros 34 réus da alça de julgamento do Supremo.

O julgamento começa às 14 horas. Neste primeiro dia, o presidente do STF, ministro Ayres Britto, abre a sessão e, em seguida, passa a palavra para o relator, ministro Joaquim Barbosa.

Homens de preto ensaiavam ontem um rígido esquema de proteção aos ministros e aos réus. A ordem é conter eventual aproximação de militantes e impedir que manifestações ruidosas prejudiquem os trabalhos dos ministros entretidos com o mensalão. 

Fonte: TN

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