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Fernandes Braga

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Caso Bruno: 1 x 0 para a defesa

Manobra do advogado Ércio Quaresma, que representa o ex-policial Bola, interrompeu julgamento e deve provocar desmembramento do processo

Pâmela Oliveira e Cecília Ritto
Movimentação na sala de audiência do Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem, para o julgamento do ex-goleiro Bruno
Movimentação na sala de audiência do Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem, para o julgamento do ex-goleiro Bruno - Pedro Vilela/Agência I7/Estadão Conteúdo
















No primeiro dia de julgamento dos acusados de matar a jovem Eliza Samudio, a defesa levou a melhor. Se alguém pode ser considerado vencedor no primeiro, tumultuado e arrastado júri no Fórum de Contagem, este personagem é o advogado Ércio Quaresma. O mérito foi o de conseguir, com uma manobra explícita, a possibilidade de desmembrar o processo, fazendo com que o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, seja julgado separadamente. A brecha encontrada por Quaresma para tumultuar o julgamento e provocar a suspensão da sessão foi a contestação do prazo de 20 minutos (com prorrogação 15 minutos) para as alegações preliminares dos advogados. Considerando o prazo apertado, o espalhafatoso defensor retirou-se, voltou e, depois, abandonou de vez o júri.
Não resta dúvida de que, se uma grave ameaça aos direitos dos réus estivesse ocorrendo de fato, representantes de outros acusados também se manifestariam. E, considerando particularmente o histórico de Quaresma, não é difícil concluir que o que se deu foi uma encenação. Ele conseguiu: as acusações contra Bola, o ex-policial apontado como o executor de Eliza e o encarregado de desaparecer com o corpo, tomam agora outro caminho. Apesar de desmembrados, os julgamentos ainda ‘dialogam’. Afinal, decisões importantes sobre Bruno, Macarrão e companhia terão influência na vida futura do réu. Mas, ainda assim, Quaresma ganha tempo.
Especialistas ouvidos pelo site de VEJA avaliam que, sem a pressão popular, que pesa principalmente sobre Bruno, um ex-atleta famoso, o novo júri para Bola para representar maior chance de absolvição. O ex-policial, aliás, foi absolvido no início do mês, defendido por Quaresma, em um caso de homicídio contra um ex-carcereiro da Polícia Civil.
A reclamação de Ércio Quaresma, para o professor Luiz Flávio Gomes, especialista em direito penal da USP, que acompanha o júri, é exagerada. “Houve um acordo prévio entre a juíza e os advogados. O prazo dado pela juíza era razoável. A defesa do ex-policial Bola operou uma manobra que foi bem-sucedida”, avaliou.
Fonte: Veja

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