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Fernandes Braga

sábado, 3 de novembro de 2012

O alcoolismo venceu Adriano. O Flamengo tem a obrigação de dispensá-lo. É uma questão de humanidade. Ele está doente, pedindo ajuda em praça pública. Precisa salvar a sua vida…


divulgacao10 O alcoolismo venceu Adriano. O Flamengo tem a obrigação de dispensá lo. É uma questão de humanidade. Ele está doente, pedindo ajuda em praça pública. Precisa salvar a sua vida...
"Gente...
Eu estou aqui para representar...
Todo mundo aqui sabe o amor que eu tenho pelo Flamengo, né?
Mas, tipo assim...
Obrigação minha, de coração...
Aí, uma coisa que ninguém vai tirar...
Eu sou da favela, p****!!!
Podem falar o que quiser de mim, parceiro.
Papo reto!
Fui nascido e criado na Penha!
Eu vim pro céu!
Graças a vocês hoje eu tô na minha profissão, entendeu?
Mas tipo assim, hoje eu tô meio firme.
Eu quero falar para todo mundo aqui que eu amo a minha nação.
Amo meu Flamengo.
Se, de repente acontecer alguma coisa na internet, eu tô aqui ó!
Eu sei que amanhã eu vou sair na internet.

É eu sei que amanhã eu vou sair na internet!
Eu sou favelado, porra!
Amo vocês, obrigado de coração!
Tem muito jogador que tem medo.
Tem muito jogador que tem medo!
Eu sou mais o Mengão de coração!
Não tenho medo de falar, de explicar para ninguém, não!
Sujeito homem eu sou pra c******!
Podem me cobrar."

Essas foram as palavras de Adriano na madrugada de sexta-feira.
Desconexas, duras, recheadas de palavrões.
Ele estava alterado, a voz pastosa, comum nas pessoas alcoolizadas.
Subiu no palco onde cantou Belo.
Encarou os vários celulares que o filmavam.
Tinha certeza que um deles chegaria a uma redação de portal, jornal, televisão.
Chegou ao Lancenet.
O que Adriano está fazendo não é mostrar o quanto é irresponsável.
Já passou desse ponto há muito tempo.
O que ele fez foi um pedido de ajuda.
"Adriano está doente.
Precisa de ajuda médica.
Eu o conheço há anos.
Ele nunca se recuperou da morte do pai em 2004.
E desde então tem se punido.
Ele precisa de ajuda médica urgente.
Porque ficará cada vez pior."
Essas palavras me foram ditas pelo ex-procurador de Adriano, Gilmar Rinaldi.
Ele me disse quando o jogador estava acertando sua ida para o Corinthians.
Em março de 2011.
Gilmar virou ex-procurador porque o queria internado em uma clínica de reabilitação.
Reabilitação para dependentes do álcool.
A minha primeira entrevista do blog, no R7, foi com Adriano.
Ele revelou abertamente sua relação com o álcool ainda na Inter de Milão.
Assumiu que o clube italiano o defendia.
A diretoria sabia que ele chegava bêbado, virado da madrugada no clube.
E o deixava dormindo na enfermaria.
Informava aos jornalistas que estava fazendo tratamento médico.
Foi assim, com essa proteção dos clubes que Adriano continuou a matar sua carreira.
Mais do que isso, se afundar no alcoolismo.
Foi por esse motivo que o São Paulo o devolveu à Inter de Milão.
Esgotado com tanta pressão no futebol italiano e suas noitadas, Adriano resolveu abandonar a carreira.

Veio para o Rio.
Se enterrou na Vila Cruzeiro.
No Rio fez tudo o que queria.
Ainda com energia de sobra, graças ao físico privilegiado, conseguiu o inesperado.
Fez o Flamengo ser campeão do Brasil em 2009.
A direção da Roma acreditou que estivesse recuperado e o contratou.
Logo se arrependeu.
O brasileiro chegou lá com 15 quilos a mais.
Adriano é apaixonado por cerveja e o metabolismo de quem se aproximava dos 30 anos não o perdoava.
Os músculos logo ganharam uma capa de gordura.
Os quilos a mais se transformaram em uma mochila que dificultam a sua movimentação.
Ficou lerdo, sem explosão muscular.
Facilmente marcado.
Fez oito jogos na Roma, nenhum gol.
Voltou para o Brasil.
Ronaldo acreditou que o Corinthians poderia recuperá-lo.
A camisa 9 da seleção era o grande atrativo.
Mas Adriano não aceitou ser profissional de novo.
Sempre acima do peso.
Era controlado no clube, mas fora, não.
Suas farras recomeçaram.
Tite não o suportou e percebeu que poderia perder a Libertadores se o deixasse no elenco.
Poderia contaminar o grupo com suas regalias.
O contrato foi encerrado com apenas oito partidas e dois míseros gols.
Lógico que o caminho da Gávea era o mais indicado.
Ele só não havia voltado para o Flamengo porque Luxemburgo garantiu que ele não era mais jogador de futebol.
Patricia Amorim o ouviu na época.
Mas, como Luxemburgo havia sido demitido, o caminho estava aberto.
A presidente havia prometido que as portas da Gávea sempre estariam escancaradas para ele.
Acontece que, desde 2009 até 2012, a decadência física e psicológica de Adriano foi enorme.
Logo Dorival Júnior assumiu que o problema não lhe pertencia.
Não o queria, mas não assumiria publicamente.
Aprendeu com a demissão do Santos por causa de Neymar.
Adriano até queria voltar a jogar pelo clube que ama.
Só que não consegue.
Sua ligação com o álcool o está vencendo.
E já desmoralizou Patricia Amorim e Zinho.
O clube lhe deu a chance de poder faltar a três treinos.
Já faltou a seis.
O clube se desobrigou de pagar os R$ 50 mil mensais pelo direito de imagem.
Quem pagaria um centavo para ter sua imagem ligada a um jogador que não sai da farra?
Que patrocinador pensaria em ter Adriano como garoto-propaganda?
Patricia não o queria demitir porque acreditava que ele lhe traria votos na luta improvável pela reeleição.
Mas foi finalmente convencida por pessoas de sua confiança, como o capitão Léo e Zinho, que a hora chegou.
O melhor que o Flamengo tem a fazer é liberar Adriano para que ele vá tratar de sua doença.
Chega a ser uma maldade o que Patricia Amorim faz com o jogador.
Está mais do que claro que ele não tem forças e muito menos condições para ser um atleta profissional.
A cúpula flamenguista decidirá neste fim de semana o destino de Adriano.
A tendência é que o dispense na segunda ou terça-feira.
Que Patricia use o seu instinto maternal que tanto alega ter.
E veja Adriano como um doente que está usando o Flamengo como escudo.
Um paliativo para que não encare a sua terrível relação com o álcool.
Se o Flamengo quiser salvar não uma carreira, mas uma vida tem de dispensá-lo.
Ele está agonizando, pedindo ajuda em praça pública.
Adriano está se acabando com o aval de Patricia Amorim.
Passou até da hora de dar um basta!
Não há campeonato ou eleição que valha tanta degradação.
O clube está acobertando uma pessoa dominada pelo álcool.
Quanto mais adia o fim do contrato, mais a vida de Adriano se acaba.
Esse suicídio não pode mais ter o Flamengo como cúmplice...
(Repito abaixo a entrevista que fiz com Adriano.
Ela saiu em setembro de 2009.
Foi uma das mais verdadeiras, reveladoras que fiz no R7.
Ela repercutiu em dezenas de países.
Foi reproduzida até pelo site da Fifa.
Fica a triste constatação.

Fonte: Blog Cosme Rímoli

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